
O genoma humano é
formado pelo conjunto de todas as seqüências
de DNA que nos caracterizam do ponto de vista biológico.
O término do seqüenciamento do genoma humano
levou à identificação de cerca
de 25.000 genes. Em razão da complexidade do
ser humano, o número de genes esperado era muito
maior do que o encontrado. Isso evidenciou que a grande
complexidade do organismo humano é produto da
interação de outros fatores, além
do número de genes. Um gene pode sofrer diversas
alterações em sua forma de expressão
e também diferentes modificações
podem ocorrer em um mesmo produto gênico.
Tornou-se, portanto,
necessário intensificar os estudos relativos
ao funcionamento dos genes humanos nos diferentes tipos
de célula, estágios do desenvolvimento
e na presença ou ausência de determinadas
doenças. Além disso, embora os genes estejam
mapeados, a função da maioria deles permanece
desconhecida, ou seja, não se sabe qual(is) a(s)
proteína(s) que um determinado gene codifica,
em que tecidos e etapas do desenvolvimento se expressam
e para que servem.
A associação
de genes a doenças genéticas humanas é
uma ferramenta valiosa para a compreensão da
função dos nossos genes. Nesta última
década, foram identificados inúmeros genes
associados a doenças genéticas, mas o
mecanismo molecular não é ainda conhecido
em grande parte delas. Além disso, a maior parte
das doenças genéticas ainda não
está associada a um determinado gene.
Embora as perspectivas
atuais sejam promissoras, os estudos estão longe
de desvendar totalmente os complexos mecanismos do genoma
humano. No Centro de Estudos do Genoma Humano
são desenvolvidas pesquisas que visam a identificação
de genes que, quando alterados, causam doenças
ou síndromes genéticas de etiologia ainda
desconhecida. Outros projetos de pesquisa são
direcionados para a caracterização estrutural
e funcional de genes já associados a doenças
e esclarecimento dos mecanismos moleculares de atuação.
Principais
Pesquisadores
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